As eleições de primeiro de outubro de 2006 tiveram a maior cobertura eletrônica de todos os tempos. Sites, blogs, e-mail... a todo o momento surgiam novas informações sobre a votação.
Um eleitor bem informado poderia acompanhar a apuração dos votos no site do Tribunal Superior Eleitoral. Não precisava de nenhum tipo de esforço. As informações estavam ali: disponíveis para quem quiser ou puder ver. Foi assim que os jornais, rádios e televisão acompanhou e transmitiu o avanço nos resultados da disputa eleitoral. A Internet. Antes dela demorava-se até dias para saber quem foi o eleito. Com o avanço das urnas eletrônicas basta apenas clicar em um botão. Em vez de inúmeros repórteres em diversos pontos do estado onde está sendo realizada a contagem, apenas alguns em locais estratégicos, como na sede do Tribunal Regional Eleitoral.
O site Observatório da Imprensa chegou a publicar esta semana um retrospecto de como estavam sendo divulgadas as informações relativas a eleição pela imprensa brasileira. Os dados são extraídos do site do Observatório de Mídia. O observatório também avaliou como foram sendo veiculadas essas matérias ao longo da campanha. O desenvolvimento dos candidatos e como foi o recebimento de suas candidaturas. Os jornalistas de todos os meios procuraram lembrar quais os políticos envolvidos em corrupção recentemente fizeram boas votações e até destacaram quais foram eleitos para um outro mandato. Apesar de todas as informações disponíveis na rede sobre as propostas dos candidatos, e nas próprias sedes dos partidos, para quem não tem acesso à esse tipo de tecnologia (e nem celular ou qualquer outro meio de comunicação!), os brasileiros concederam uma boa margem de votação para muitos envolvidos nas máfias investigadas pela Câmara.
A urna eletrônica é uma invenção fantástica realmente, mas o acesso à tecnologia restrito a uma minoria no país, dificulta para aqueles que usam o equipamento apenas a cada dois anos.
A eleição é o meio mais democrático de escolher quem representará a população na Assembléia Legislativa, Câmara de Deputados, Senado, Governo do Estado e Presidência. Desde 1996 o sistema de voto no Brasil é feito através das urnas eletrônicas. As últimas eleições foram totalmente informatizadas. Mas nem todos têm o acesso constante a tecnologia e na hora do voto isso dificulta para os menos “cibernéticos”. Muitos brasileiros só têm contato com a tecnologia na hora do voto. É o caso de um senhor de 98 anos que votou em Porto Alegre auxiliado pelos netos. Ele demorou nove minutos para votar. Até uma tia de Lula, analfabeta, acabou anulando o voto para presidente na eleição. Ela digitou 36 em vez do 13, número do sobrinho. No site do Tribunal Superior Eleitoral há a possibilidade de simular o voto na urna eletrônica, mas quantos brasileiros têm acesso à Internet hoje? E será que os que têm realmente precisam ainda testar seus conhecimentos para a hora da eleição? Muitos dessas pessoas simples acabaram conhecendo os candidatos apenas pela televisão ou rádio. E o tempo do horário eleitoral é muito curto para realmente conhecer as propostas do candidato. Resta ao eleitor tentar se informar através da Internet, sites dos partidos e candidatos. Os debates na TV aberta também são um meio de saber sobre as propostas, mas poucos realmente assistem. A informação fica mais presente nos noticiários, porém nem sempre todos acompanham a cobertura política no telejornais, radiojornais ou mesmo na imprensa escrita, que dirá na Internet. Com os novos equipamentos vai cair em desuso a assinatura na seção eleitoral, já que as novas urnas têm o reconhecimento pela impressão digital. Se por um lado é mais tecnologia facilitando até para o analfabeto que não sabe escrever, por outro, cada vez mais os brasileiros pobres ficam excluídos da revolução democrática brasileira.
Os ataques ao World Trade Center mudaram muita coisa no mundo, inclusive a literatura. O aniversário da tragédia rendeu filmes e documentários especiais sobre o tema, pontos dos atentados viraram livros. Noam Chomsky é o ganhador na série, com a publicação de três títulos e tem lugar até para um brasileiro na lista. Confira os principais títulos.
11 de Setembro; Poder e Terrorismo - Entrevistas e Conferências Pós - 11 de Setembro; Ambições Imperiais - O Mundo Pós 11/9 em Entrevistas a David Barsamian Autor: Noam Chomsky Os livros são coletâneas de entrevista concedidas pelo ativista político logo após os atentados terrorrista, além de idéias sobre o mundo pós 11 de setembro, a imagem do país no Exterior, as premissas da invasão do Iraque e o fracasso da ocupação.
11 de Setembro de 2001 - Uma Terrível Farsa Autor: Thierry Meyssan O livro baseia-se em documentos da Casa Branca e do Departamento de Defesa sobre os ataques para descobrir o motivo das contradições de informações prestadas pelos dirigentes civis e militares americanos a imprensa.
A Graça de Deus no 11 de Setembro Autor: Jim Cymbala e Stephen Sorenson Fala sobre a procura intensa da religiosidade após a ocorrência dos ataques.
Fahrenheit - 11 de Setembro - O Livro Oficial do Filme Autor: Michael Moore A obra mostra como o diretor reuniu elementos e provas para criticar o governo americano no filme.
11 de Setembro de 2001 - A Queda das Torres Gêmeas de Nova York Autor: Jose Carlos Sebe Bom Meihy O historiador explica como os atentados aumentaram as preocupações da humanidade como um todo.
11 de Setembro e Outras Mentiras que nos Contaram Autor: David Heylen Campos Oferece uma visão das principais conspiraçõs no caso dos atentados contra o World Trade Center
Astrologia e Terrorismo - O que Dizem os Astros Sobre 11 de Setembro e o Futuro Autor: Stephanie J. Clement Sete astrólogos americanos interpretam mapas astrais dos momentos do ataque e das pessoas envolvidas.
11 de Setembro Autor: Chris Day O livro reúne fotos da artista brasileira Chris Day que mostram a dor da população norte-americana após a tragédia do World Trade Center.
Plano de Ataque Autor: Ivan Sant'anna O livro revela a tragetória dos homens que planejaram o ataque e dos que sequestraram os quatro aviões no fatídico 11 de setembro.
Aniversário dos ataques ao World Trade Center também é notícia
Há cinco anos os ataques as Torres Gêmeas e ao Pentágono, nos EUA, é um dos principais alimentadores de notícias em todas as mídias. O terrorismo virou foco de programas e matérias especiais, livros, revistas e filmes em defesa, condenação e mesmo abstenção ao papel americano nos atentados. No aniversário de cinco anos dos ataques, os principais sites internacionais (e outros bem menores), publicaram um especial sobre o 11 de Setembro, reunindo desde notícias, fotos, vídeos até os mais questionáveis artigos sobre o tema. Ainda gera muita polêmica sobre o posicionamento norte-americano frente ao Afeganistão e países árabes. Merecem destaque as 10 causas dos ataques idealizados por Osama Bin Laden, tradução do site Prospect publicada no UOL. O UOL também publicou uma colatânea de artigos, textos e notícias sobre como a cobertura foi feita há cinco anos e as perspectivas atuais. O Washington Post publicou um calendário de acontecimentos relacionados a data, além de matérias, vídeos e arquivo fotográfico sobre o 11 de setembro. O jornal de Piracicaba On Line também abordou os ataques, porém de um modo mais brando: sugeriu ao leitor cibernético que assistisse a dois filmes sobre os atentados que passariam na televisão paga (The Path to 9/11 e Torres Gêmeas: entre os escombros). Com o destaque para a data, alguns sites lembraram também do trágico 11 de setembro chileno, do golpe de estado que colocou o general Pinochet no governo.